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O TRABALHO DA ASSOCIAÇÃO DE CARAGUATATUBA
A Federação dos Aposentados, Pensionistas e Idosos do Estado de São Paulo continua com seu firme propósito de unir as associações do estado. Recentemente, o presidente da Fapesp, Antônio Alves da Silva esteve em Caraguatatuba onde visitou a associação local. A AAPC como é conhecida no litoral é uma entidade que defende os interesses dos aposentados no litoral norte. A entidade é presidida por Valdira Freymüller Rizzo. Aos 66 anos a serem completados agora em Junho, Valdira nasceu em Barretos, terra dos rodeios, é viúva, com quatro filhos e cinco netos. Depois de 33 anos só se dedicando a família, a líder dos aposentados de Caraguá arragaçou as mangas e foi a luta e enfrenta os desafios no seu dia a dia. Aqui no portal da Fapesp ela conta um pouco da sua história e das dificuldades enfrentadas. Fala para a gente um pouco da sua vida pessoal. Como a senhora entrou na vida sindical? Onde trabalhou? Em 1997, entrei como associada nesta AAPC, vim de São Caetano do Sul para cá um ano antes, procurei aqui entrosamento com aposentados e pensionistas.Em 1999 fui convidada para fazer parte da diretoria como vice-presidente, permanecendo no cargo por dois anos e meio, quando assumi o cargo de Presidente. Até aí não participava de nenhuma entidade, fui aprendendo como lidar com o cargo na pratica, com muita paciência e boa vontade. Como a senhora encara o movimento dos aposentados atualmente? Os aposentados na maioria (principalmente em Caraguá) são muito acomodados. Somos muitos e cada ano aumenta mais, mas não participam muito de movimentos, por isso minha preocupação em fazer parte da FAPESP e COBAP, e só agora estou conseguindo. Como a AAPC trabalha para atrair estas pessoas? Com muita dificuldade conseguimos atrair com nossas atividades diárias. O que elas querem, descontos, produtos ou que a AAPC lute para melhorar os benefícios? Quando se interessam em associar-se nos perguntam: “O que a AAPC tem para oferecer” Qual é o perfil do seu aposentado? A maioria veio de onde e trabalhou em qual setor? A maioria veio da ABC. Nos últimos anos, os aposentados sofrem nas mãos dos governos qual a sua opinião? Falta interesse para se fazer justiça conosco. A senhora também amadureceu ouvindo que a Previdência dá prejuízo? Sim, mas também acompanhei os gastos e financiamentos que foram feitos para varios fins. Qual o caminho para a reposição das aposentadorias? Acho que só conseguiremos com muita luta e gradativamente não desanimando. A senhora ficou satisfeita com a proposta total de 7,71% Poderia ter sido melhor, mas já é alguma coisa. As pessoas sabem que já foram concedidos 6,14 e que falta somente pouco mais de um por cento? Sempre informamos aqui em nossa sede através de recortes de jornais e nosso informativo, (as vezes nos falta material.) Qual sua opinião sobre o movimento em São Paulo, com a Fapesp? A Fapesp nos últimos quatro/cinco anos tem atuado positivamente neste sentido. E a Cobap em Brasília tem cumprido seu papel? Como também a COBAP, nos que estamos sempre acompanhando reconhecemos este trabalho, mas muitos acham desnecessário. O aposentado hoje " é objeto de desejo" de todo mundo. Todos querem oferecer alguma coisa como crédito, viagens e outras coisas. Como está a situação no litoral? Aqui no litoral também somos procurados para divulgação e colaboração. Qual a mensagem que a senhora manda para os aposentados? Que ele(a) aposentado(a) ou pensionista não se acomode, acompanhe os acontecimentos, faça parte da associação de sua cidade, dê sua opinião por escrito e participe dos movimentos, através até da internet é o que nós precisamos para crescer, ser respeitados e conseguirmos nosso objetivo e é lutando unidos que somos reconhecidos.
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