São Paulo, Domingo, 5 de Setembro de 2010
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Conheça os desafios da Associação dos Aposentados de Caraguá

A entidade é presidida por Valdira, uma víuva que cansou de ficar em casa e foi a luta

Brasil 03/06/2010 | Por Federação

A 

 O TRABALHO DA ASSOCIAÇÃO DE CARAGUATATUBA

A   Federação dos Aposentados, Pensionistas e Idosos do Estado de São Paulo continua com seu firme propósito de unir as associações do estado. Recentemente, o presidente da Fapesp, Antônio Alves da Silva esteve em Caraguatatuba onde visitou a associação local. A  AAPC como é conhecida no litoral é uma entidade que defende os interesses dos aposentados no litoral norte. A entidade é presidida por Valdira Freymüller Rizzo. Aos 66 anos a serem completados  agora em Junho, Valdira  nasceu em Barretos, terra dos rodeios, é viúva, com quatro filhos e cinco netos. Depois de 33 anos  só se dedicando a família, a líder dos aposentados de Caraguá  arragaçou as mangas e foi a luta e enfrenta os desafios no seu dia a dia. Aqui no portal da Fapesp ela conta um pouco da sua história e das dificuldades enfrentadas.   Fala para a gente um pouco da sua vida pessoal.  Como a senhora entrou na vida sindical?  Onde trabalhou?   Em 1997, entrei como associada nesta AAPC, vim de São Caetano do Sul para cá um ano antes, procurei aqui entrosamento com aposentados e pensionistas.Em 1999 fui convidada para fazer parte da diretoria como vice-presidente, permanecendo no cargo por dois anos e meio, quando assumi o cargo de Presidente. Até aí não participava de nenhuma entidade, fui aprendendo como lidar com o cargo na pratica, com muita paciência e boa vontade.           Como a senhora encara o movimento dos aposentados atualmente? Os aposentados na maioria (principalmente em Caraguá) são muito acomodados. Somos muitos e cada ano aumenta mais, mas não participam muito de movimentos, por isso minha preocupação em fazer parte da FAPESP e COBAP, e só agora estou conseguindo.      Como a AAPC  trabalha para atrair estas pessoas?  Com muita dificuldade conseguimos atrair com nossas atividades diárias.    O que elas querem,   descontos, produtos  ou que a AAPC lute para melhorar os benefícios? Quando se interessam em associar-se nos perguntam: “O que a AAPC tem para oferecer”   Qual é o perfil do seu aposentado?  A maioria veio de onde e trabalhou em qual setor? A maioria veio da ABC.    Nos últimos anos, os aposentados sofrem nas mãos dos governos qual a sua opinião? Falta interesse para se fazer justiça conosco.   A senhora também amadureceu ouvindo que a Previdência dá prejuízo? Sim, mas também acompanhei os gastos e financiamentos que foram feitos para varios fins.   Qual o caminho para a reposição das aposentadorias? Acho que só conseguiremos com muita luta e gradativamente não desanimando.  A senhora ficou satisfeita com a proposta total de 7,71% Poderia ter sido melhor, mas já é alguma coisa.   As pessoas sabem que já foram concedidos 6,14 e que falta somente pouco mais de um por cento? Sempre informamos aqui em nossa sede através de recortes de jornais e nosso informativo, (as vezes nos falta material.)    Qual sua opinião sobre o movimento em São Paulo, com a Fapesp? A Fapesp  nos últimos quatro/cinco anos tem atuado positivamente neste sentido.     E  a Cobap em Brasília tem cumprido seu papel? Como também a COBAP, nos que estamos sempre acompanhando reconhecemos este trabalho, mas muitos acham desnecessário.     O aposentado hoje " é objeto de desejo" de todo mundo. Todos querem oferecer alguma coisa como crédito, viagens e outras coisas. Como está a situação no litoral? Aqui no litoral também somos procurados para divulgação e colaboração.   Qual a mensagem que a senhora manda para os aposentados? Que ele(a) aposentado(a) ou pensionista não se acomode, acompanhe os acontecimentos, faça parte da associação de sua cidade, dê sua opinião por escrito e participe dos movimentos, através até da internet é o que nós precisamos para crescer, ser respeitados e conseguirmos nosso objetivo e é lutando unidos que somos reconhecidos.           

 

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           PALAVRA DO PRESIDENTE

Amigos aposentados, pensionistas e idosos: 

Neste momento político em que somos “bombardeados” a todo instante através da mídia, propaganda nas ruas ou no corpo a corpo, abordados para que votemos neste ou naquele candidato, rotulado como: o que mais fez, ou vai fazer pelo povo, ou o mais santo, isto é em nome da Democracia.  É verdade que a democracia nos permite fazer nossas escolhas e votar nos nossos candidatos prediletos. Mas como está escrito no inicio deste texto, a propaganda coloca no mesmo nível os bons e os maus. Por isso é que nossas Associações e Federação ao preservar esta sagrada Democracia devem deixar de optar por cores partidárias ou apontar este ou aquele candidato como o preferido da entidade. Já que uma associação ou entidade é formada por um universo de pessoas com ideologias diferentes. As nossas entidades na sua base e com apoio irrestrito da sua Federação tem a responsabilidade de divulgar e praticar ideais democráticos, incentivar o voto do idoso e mostrar que temos uma grande responsabilidade na escolha daquele a quem confiamos a nossa representação pelo voto. Temos o direito e o dever de escolher como nossos representantes (executivo e legislativo) os candidatos que tem e assumam o compromisso com a causa dos Aposentados, dos Pensionistas, dos Idosos, dos dependentes físicos e mentais e de todo o povo mais desfavorecido no atendimento pelo poder público e que deveria ser igual para todos. Nós, aposentados, pensionistas e idosos temos experiência que adquirimos ao longo de nossa jornada para que hoje possamos escolher e orientar principalmente na nossa família o melhor. Sem deixar que a paixão, a emoção e mesmo a propaganda sejam maiores que nossa razão. Se quisermos vida digna vamos ser dignos dela. Acrescentamos vida aos nossos dias e não dias a nossa vida.

  Antônio Alves da Silva  presidente da Fapesp

    

                                         

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