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Prossegue até sexta-feira, o II Seminário Anistia e Democracia que é realizado no Sindicato dos Bancários do Estado de São Paulo. Na abertura, que aconteceu nesta quarta-feira, Nelson Martinez um dos líderes do movimento que conquistou a anista no Brasil foi homenageado. Ele que morreu no inicio desta semana, quando o seminário era preparado. Foi respeitado um minuto de silêncio e os presentes lebraram que mesmo na UTI, Nelson demonstrava preocupação com o evento, que deveria ter aberto nesta quarta.
Sindicalistas presentes, no primeiro dia de debate contaram um pouco da história e a experiência vivida no movimento. A Fapesp e a Cobap apoiam este evento com diversas centrais sindicais. Um deles, de 85 anos, Rafael Martinelli, um ex-ferroviário que conviveu com a ditadura Dutra, que na opinião dele foi uma das mais ferozes. Lembra que como comunista convicto encabeçou o movimento e conseguiu emplacar membros do partido em todos os setores. " Na época, final da década de 40 marchamos com 3500 ferroviário da Lapa até a Estação da Luz em uma das greves mais importantes", lembra o filho de italianos, cujo pai era um anarquista convicto.
Também falaram sobre o movimento sindical, o diretor do sindicato do metalúrgico, João Joaquim e o ex-presidente do Sindicato dos Bancários, Gilmar Carneiro. Joaquim contou sua experiência de migrante baiano, que precisou trabalhar na roça no oeste do estado. " Na época tivemos contato com os comunistas daquela região", lembra Joaquim, que em seguida foi tentar a vida em Osasco, depois de reprovado na policia rodoviária. Em Osasco, João Joaquim entrou no ramo metalúrgico, quando iniciou a vida sindical. Ja Gilmar Carneiro contou a trajetória dos bancários, que acumulam uma imensa experiência nas lutas em São Paulo.
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