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Atenção autoridades que serão eleitas este ano: faltam geriatras no Brasil

Especialistas em idosos estão cada vez mais escassos, enquanto o número de idosos aumenta acentuadamente

Brasil 29/07/2010 | Por Federação

O presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, João Carlos Barbosa Machado, afirmou que não existirão geriatras suficientes para atender a toda a população idosa no Brasil, e defendeu que todas as principais especialidade médicas se capacitem para assistir o grupo etário, principalmente os idosos com restrições físicas.

Hoje, 26% da população brasileira tem até 14 anos e só 6,6% têm 65 anos ou mais. Em 2050, idosos serão 22,7% e adolescentes, 13,1%, mostram dados do IBGE. No Brasil, atualmente, 72% dos idosos tem alguma dificuldade para realizar tarefas e 15% limitações mesmo para as mais básicas, como alimentar-se ou ir ao banheiro.

"Se fôssemos atender só os mais frágeis e dependentes, e considerando o padrão da Organização Mundial da Saúde de um geriatra para cada 563 idosos, necessitaríamos de 5.000 a 8.000 geriatras", afirmou João Carlos Barbosa Machado, presidente da entidade, durante o 17º Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia, que ocorre em Belo Horizonte.

Atualmente existem em torno de 900 geriatras no País e 290 gerontologistas - profissionais de diversas áreas que se especializam na atenção às necessidades do idosos, de fisioterapeutas a advogados e arquitetos.

Segundo Machado, ainda há desinteresse de estudantes de medicina em relação à área por causa de ausência da disciplina nos currículos. Ela não é obrigatória.

Mesmo nos EUA o problema é semelhante: estima-se que existam 2.000 geriatras, e a necessidade é seis vezes maior.

"Mas todos os médicos irão lidar com idosos, exceto a pediatria. Mesmo um obstetra, dependendo da atuação, pode causar na mulher a incontinência urinária quando ela envelhecer, se errar em determinados procedimentos", declarou Machado.

Segundo Karla Giacomin, presidente da Comissão Científica do Congresso, em Belo Horizonte só há dois geriatras contratados na rede pública, para uma população de 285 mil idosos.

A sociedade defendeu que o profissional seja um coordenador dos atendimentos ao idoso, pois é capaz de fazer uma avaliação funcional, social, nutricional, cognitiva, com ajuda  de uma equipe.

"Ele tem a visão global. É ideal para o idoso que tem múltiplos problemas de saúde, vive no médico, toma vários remédios", afirmou o presidente.

"Os principais riscos para o idosos são os "is": a iatrogenia -efeitos adversos ou da interação de diversos remédios -, incontinência urinária, imobilidade, instabilidade, o que leva às quedas, e a incapacidade cognitiva", disse Machado. "Além da imbecilidade de alguns médicos", disse Karla, em referência a profissionais que não enxergam as peculiaridades do atendimento a idosos.

 

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Amigos aposentados, pensionistas e idosos: 

Neste momento político em que somos “bombardeados” a todo instante através da mídia, propaganda nas ruas ou no corpo a corpo, abordados para que votemos neste ou naquele candidato, rotulado como: o que mais fez, ou vai fazer pelo povo, ou o mais santo, isto é em nome da Democracia.  É verdade que a democracia nos permite fazer nossas escolhas e votar nos nossos candidatos prediletos. Mas como está escrito no inicio deste texto, a propaganda coloca no mesmo nível os bons e os maus. Por isso é que nossas Associações e Federação ao preservar esta sagrada Democracia devem deixar de optar por cores partidárias ou apontar este ou aquele candidato como o preferido da entidade. Já que uma associação ou entidade é formada por um universo de pessoas com ideologias diferentes. As nossas entidades na sua base e com apoio irrestrito da sua Federação tem a responsabilidade de divulgar e praticar ideais democráticos, incentivar o voto do idoso e mostrar que temos uma grande responsabilidade na escolha daquele a quem confiamos a nossa representação pelo voto. Temos o direito e o dever de escolher como nossos representantes (executivo e legislativo) os candidatos que tem e assumam o compromisso com a causa dos Aposentados, dos Pensionistas, dos Idosos, dos dependentes físicos e mentais e de todo o povo mais desfavorecido no atendimento pelo poder público e que deveria ser igual para todos. Nós, aposentados, pensionistas e idosos temos experiência que adquirimos ao longo de nossa jornada para que hoje possamos escolher e orientar principalmente na nossa família o melhor. Sem deixar que a paixão, a emoção e mesmo a propaganda sejam maiores que nossa razão. Se quisermos vida digna vamos ser dignos dela. Acrescentamos vida aos nossos dias e não dias a nossa vida.

  Antônio Alves da Silva  presidente da Fapesp

    

                                         

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